Famílias da comunidade de Paulo Leal durante a entrega da Tecnologia Social Comunitária do projeto Sanear Amazônia. Foto: Letícia Regiane / MAB


Entre os dias 07 e 12 de abril, a Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual (ADAI) e o Memorial Chico Mendes (MCM) realizaram as vistorias técnicas finais para a homologação das Tecnologias Sociais (TSs) de acesso à água e saneamento em Rondônia. A atividade, que marcou a conclusão das obras e a autorização para entrega às famílias das TSs da primeira etapa, contou com o aval de Willians Santos, coordenador técnico do Sanear Amazônia pelo Memorial Chico Mendes (MCM), e de Valdirene Oliveira, coordenadora geral do projeto pela ADAI.

Willians Santos, técnico do MCM, durante vistorias das TSs nas comunidades de Paulo Leal, Betel e Belmont. Foto: Cleusely Trochmann / MAB

Nesta etapa, as vistorias concentraram-se nas comunidades de Paulo Leal, Betel e Belmont. A equipe de campo – formada por Cleusely Trochmann, Evanilce Garcia e Maurício Ramos – inspecionou 57 tecnologias sob responsabilidade da ADAI, sendo 46 sistemas Multiuso Comunitário de Terra Firme, 8 Microssistemas Comunitários Subterrâneos e 3 sistemas Multiuso Autônomo de Terra Firme. Na sequência, o grupo acompanhou a vistoria de 106 TSs executadas pelo Instituto Vitória Régia (IVR) nas comunidades de Maravilha (72 unidades) e Ramal do Jacu (34 unidades), incluindo sistemas adaptados para áreas de várzea.

Para Willians Santos, a visita permitiu acompanhar de perto a implementação das tecnologias, identificando avanços e pontos que ainda demandam ajustes. “O momento foi essencial para reforçar as orientações técnicas, alinhar as expectativas entre os atores envolvidos e qualificar ainda mais a execução do programa”, afirmou.

Um diferencial na execução foi a instalação de painéis fotovoltaicos. A ADAI é uma das organizações pioneiras no uso dessa alternativa nos territórios amazônicos. A energia solar garante a autonomia dos sistemas de água, reduzindo os custos operacionais para os moradores e assegurando a sustentabilidade das tecnologias a longo prazo, mesmo em áreas isoladas.

O Projeto Sanear Amazônia em Rondônia

O Sanear Amazônia, coordenado pelo Memorial Chico Mendes em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), integra o Programa Cisternas do Novo PAC e do Fomento Rural. O projeto, que atenderá 800 famílias de 26 comunidades, consolidou-se com a assinatura do contrato em março de 2025. A execução é dividida entre a ADAI (398 TSs) e o IVR (402 TSs).

Para além das obras de infraestrutura, a metodologia prioriza o fortalecimento social. Isso envolve desde a mobilização e o cadastramento das famílias até a realização de oficinas de saúde, gestão comunitária da água e a formação de equipes locais, capacitando os próprios moradores para a operação dos sistemas. Nesse contexto, a atuação do MAB fortalece a organização popular e garante que as ações estejam conectadas à realidade local.

Segundo Willians, “o acompanhamento técnico das organizações executoras, somado à presença de movimentos sociais como o MAB, assegura que esses investimentos públicos resultem em transformações reais, duradouras e aliadas às necessidades dos territórios”, afirma.

O Sanear Amazônia reafirma que o acesso à água e ao saneamento é um direito fundamental de quem vive e protege a Amazônia.

Comunidades ribeirinhas resistentes: água e saneamento presente!

(por Comunicação ADAI)