Escolha um idioma:

Assim como na agricultura convencional, implementou-se um modelo de produção e consumo de energia baseado na produção e consumo em grande escala, para atender uma demanda crescente nesse campo. Sem entrar no mérito das vantagens e desvantagens de cada fonte de produção de energia, entendemos que o debate central desse modelo é a sua mercantilização. Se de um lado, a matriz elétrica no Brasil baseia-se na construção de grandes, médias e pequenas usinas hidrelétricas, com mais de 60% da energia advinda dessa fonte, gera inúmeros impactos sobre as populações e sobre o meio ambiente. Por outro lado, as tarifas cobradas da população sobrecarregam a capacidade de pagamento das famílias em geral. Como a água e a energia são tidas como mercadorias para gerar lucros as empresas que controlam o setor, a produção em menor escala, a partir da realidade das famílias, com uso de outras fontes, não é tida como uma política de incentivo por parte do Estado. Não há interesse por parte do estado brasileiro, e das empresas privadas de energia em investir em energias alternativas, pois, o interesse não está na matriz sustentável, e sim na matriz que gere mais lucro. Neste caso a energia a base de água proporciona esta vantagem, e na visão da indústria da energia, tecnologias alternativas serão inseridas ou adotadas, na medida em que venham dar continuidade de garantir lucro com a produção e venda da mercadoria energia.

Com base nos elementos descritos acima, a ADAI tem desenvolvido experiências de produção de energias através de “Tecnologias Sociais”, com uso de Aquecedores Solares de Baixo Custo (ASBC) e geração de energia com uso de placas fotovoltaicas, para fortalecer junto às famílias e comunidades atingidas o debate da necessidade de inserir novas formas de produzir energia decentralizadas e de baixo custo, visando à economicidade e sustentabilidade. Ainda são experiências localizadas, mas de grande importância para fortalecer o debate, a participação popular e justificar a necessidade de avançar em programas e políticas públicas de grande alcance popular, com implementação de projetos de produção de energias, utilizando matrizes diversificadas.

Energias alternativas